segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018






UMBANDA NÃO É COMÉRCIO!!!


Primeiramente quero deixar minha imensa gratidão por você estar lendo este texto que faço com o coração. 

Segundo quero através deste texto mostrar á todos a minha forma individual de pensar sobre a questão mencionada no título e que não falo em nome de um todo. 



Bom, vamos lá!!!
Umbanda não é comércio!!! 

Isso mesmo, a religião de Umbanda está sendo vista por um grupo de pessoas dentro e fora da religião como uma forma de se obter vantagens pessoais, tais como financeiro, que por sinal podemos dividir da seguinte forma: 

* Pessoas que utilizam da dor das pessoas para realizar consultas e atendimentos através de um pagamento em dinheiro ou até mesmo por mercadorias como velas, charutos, etc, cobram algo para que estas pessoas sejam atendidas por entidades de direita e esquerda. 

* Venda de Ingressos para entrar no terreiro. Pessoas que buscam seconsultar devem pagar na entrada um valor X para poder se consultarem. 

* Mediuns que pagam mensalidades como garantida de estarem dentro da corrente. 

* Mediuns que são afastados da correte por não pagarem as mesalidades em dias. 

* Trabalhos de limpezas e de descarregos são cobrados. 

* Atendimento particular, pessoas que pagam para serem atendidas individualmente com maior tempo de conversa. 

* Cursos e Palestras realizadas dentro do terreiro cobrando um valor para as pessoas poderem ter acesso as informações e aos estudos referente e religião de Umbanda. 

E não para por ai!!! 

Mas estes são formas mais comuns de vermos as cobranças que são feitas nos terreiros.
Na verdade não quero criticar e nem impor o que é certo ou errado, porém temos o bom senso para nos conduzir em qual caminho e a atitude correta que devemos ter em nossa religião. 
Todos nós temos o livre arbítrio de escolher como devemos agir dentro da nossa religião de umbanda, esta liberdade também nos cobra responsabilidades pela qual devemos assumir diante o plano espiritual.
Diante de tantos estudos e de tantas pesquisas que realizei e durante a minha jornada de 21 anos na Umbanda, que por sinal é ainda pequeno, aprendi que a religião de Umbanda é a manifestação do Espírito para a prática da caridade onde uma casa espiritual oferece o atendimento através da mediunidade de incorporação, assim como também outras qualidades mediúnicas trabalhadas naquela casa para atender as pessoas mais necessitadas que buscam ajuda e aconselhamento das entidades de Umbanda.
No momento em que se cobra por uma consulta atendimento ou até mesmo a entrada do consulente no terreiro você está deixando de praticar a caridade, você está deixando de praticar o amor ao próximo.
O caboclo das Sete Encruzilhadas disse: "Todos serão ouvidos, nós aprensremos com os espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos, e a nenhum viraremos as costas nem diremos não" através desta orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas percebemos que o trabalho de levar a informação de umbanda á todos também deve ser de forma gratuita.
Cursos e palestras realizadas "dentro de um terreiro" é uma forma de levar uma doutrina á todos, é uma maneira de concientizar as pessoas da nossa religião de umbanda. Muitas vezes estes cursos pedem uma contribuição em dinheiro onde será direcionado para custear as apostilas e os materiais usados, desta forma não vejo nenhum erro nisto, até mesmo porque é preciso de dinheiro para montar um curso que tenha qualidade em seu conteúdo, porém em alguns casos os valores são bem absurdos, deixando muitas pessoas que gostariam de participar de fora, pois não podem pela falta de condições financeiras. 
As casas e os terreiros tem seus gastos, como conta de água, luz e assim por diante um dirigente, sacerdote ou um zelador de uma casa de Umbanda deve reconhecer que estes gastos irão existir, assim como qualquer outra instituição religiosa, que por muitas vezes é dividida entre os adeptos para que todos possam ajudar a contribuir com a manutenção da casa, mantendo ela aberta ao consulente na prática da caridade. 
Mensalidades são colocadas aos adeptos da casa para que possam ajudar a contribuir, nunca jamais deve ser colocada a mensalidade de uma forma que o médium pudesse pagar para estar dentro do terreiro, estar dentro de uma corrente mediúnica, como se fosse um aluguel, o médium deve ajudar a casa usando o bom senso e o amor que ele tem por aquele terreiro, estando ele na corrente ou não, estando preparado para trabalhar ou não, a ajuda deve vir do coração.
Mas eu pergunto o que fazer com aquele irmão que não pode contribuir financeiramente com a casa? Devemos virar as costas para este irmão que em sua realidade não teria condições financeiras de contribuir e ajudar com os gastos daquele terreiro? Claro que não!!! É aí que o terreiro se mostra ser um lugar onde se pratica a caridade e acolher este irmão e dar a ele uma oportunidade de ajudar o terreiro através de sua dedicação, do seu amor, ajudando na manutenção e nos afazeres da casa, muitos podem ajudar realizando faxina, limpando, organizando as cadeiras, se dedicando a estar lá presente para contribuir de alguma forma com a casa. 
Sei que nem todos pensam assim, nem todos agem assim, cada caso é um caso, cada situação é uma situação, devemos abrir a nossa mente, nosso coração e usar a nossa mediunidade para entender e compreender cada pessoa que está dentro do nosso terreiro.
É bem perceptível quando o dinheiro entra para dentro do terreiro e é transferido para algumas pessoas da casa com fins lucrativos e não para investimento na casa espiritual.
A umbanda é uma religião, é uma fé, é uma doutrina, é uma forma de viver onde todos buscam em sua essência, em seus mistérios aquilo que lhe falta para enfrentar os obstáculos da vida. Umbanda é caridade, é amor, não vamos utilizar da nossa religião para ter bens financeiros, bens materiais, não utilizaremos da Umbanda para tirar nosso ganha-pão, a umbanda alimenta nossa alma, o nosso espírito e o trabalho do dia-a-dia, a nossa profissão, o nosso esforço, é o que traz o ganha-pão para dentro da nossa casa e da nossa família.
Muitos abrem um terreiro de Umbanda achando que através dos atendimentos, das consultas que são cobradas poderão ter uma renda financeira, e assim não precisando trabalhar fora, dependendo dos trabalhos realizados naquele terreiro. Já ouvi muitos dirigentes dizerem que não tem tempo para trabalhar, pois tem muitas pessoas para atender. Umbanda é uma religião que tem um início, meio e fim, é necessário compreender que por mais que as pessoas necessitem da ajuda dos espíritos, das entidades, dos caboclos e pretos velhos, de Exu e Pomba Gira, tem dias e horários exatos para que essas pessoas possam receber um atendimento gratuito, era assim, foi assim e sempre será assim, a religião de Umbanda foi organizada e fundamentada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e o pai Zélio Fernandino de Moraes que através dos tempos sofreu mudanças positivas, várias vertentes formadas, várias Umbandas criadas, mas dentro de todas elas o fundamento principal da religião sempre deve existir. 
Um terrerio de Umbanda tem custo e também precisa de dinheiro para se manter, muitas vezes o salário do próprio dirigente não paga todas as contas, assim como qualquer pessoa o dirigente também tem gastos, contas pessoais, família para sustentar, algo que muitos não compreendem, esperam chegar no terreiro e encontrar tudo arrumadinho, limpinho, luz e água de graça, as velas e os elementos usados nas giras brotam da terra, muitos pensam que é fácil cuidar de uma casa espirutual. São poucos que chegam e se comprometem a ajudar, na esperança de manter as portas abertas ao público que buscam ajuda espiritual.
A melhor gratificação para um Umbandista e de saber que alguém que chega desesperado no terreiro consegue superar suas dores e suas dificuldades se reencontrando na vida, quando essa pessoa se torna feliz com seu interior, quando os ensinamentos de Jesus que são passados pelas entidades são compreendidas e colocadas em pratica na vida das pessoas. Está é a verdadeira recompensa de um Umbandista e o objetivo de um terreiro de Umbanda. 

Nossa Umbanda

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

domingo, 21 de janeiro de 2018

O que são as Guias na Umbanda?



O que são as Guias na Umbanda?
Texto retirado do Facebook com a autorização do autor.



O que são Guias
O que são Guias, para que elas servem, quando e como devemos usá-las?
São perguntas frequentes que umbandistas e simpatizantes da religião muitas vezes nos fazem no terreiro, no Facebook e em nossas redes sociais.
Posso responder pelo meu aprendizado com os meus mais velhos, posso falar pela doutrina de nossa casa, mas não posso falar por toda a umbanda, muito porque sou apenas um grãozinho de areia no meio desta religião chamada Umbanda.
1- Guia de trabalho
2- Guia de proteção
3- Brajas ou Guia Imperial
4 - Guia de Aço




CONTAS DE CRISTAL CONTAS DE PORCELANA MIÇANGÃO
1- As Guias de trabalho podem ser dadas ao Médium por uma Entidade do Pai no Santo ou até mesmo pedida pela Entidade do Médium trabalhador deste terreiro.
Desde que ela entre no padrão das Guias da casa, E que seja dada a permissão para ser feita.
As Guias de trabalho de um Médium geralmente correspondem às cores das entidades de uma determinada linha de trabalho.
Entidades:
Caboclo - Verde
Preto Velho - Preta/Branca
Baianos - Amarela/Preta
Exu - Preta/Vermelha
Êre - Azul, Rosa ou Branca
Ciganos - Amarela, Preta, Vermelha
Boiadeiro - laranja
Marinheiro - Azul Clara
Zé Pelintra e Malandros - Vermelha/Branca
( Obs. As cores podem variar de terreiro para terreiro dependendo da sua doutrina. )

Orixas
Ogum - Vermelho
Yemanja - Azul claro
Xangô - Marrom
Iansã - Amarela
Obaluaê /Omolu - Branca/Preta
Nanã - Roxa
Ewa - Vermelho
Logun Edé - Amarela/Azul
Egunita - Dourado/Laranja
Iroko - Branco/Cinza
Obá - Vermelho/Laranja
Oxumarê -Amarelo/Verde
Oxum - Rosa/Amarela/Azul
Ossaim - Verde/Branca
Ibeji - Azul/Rosa
Olorum - Branca
Oxalá - Branca
Oxaguiã - Branca
Oxalufã - Branca
(Obs. As cores podem variar de terreiro para terreiro dependendo da sua doutrina. )
Geralmente, as Guias têm um tamanho que vai do pescoço até o umbigo, ou seja, do chakra Laringeo até o chakra umbilical.
Todas as Guias, independente de serem feitas de miçanguinhas, miçangas, contas, pedras, sementes etc. Tem que ter uma firma para fecha - lá.

2 - Guia de Proteção
Muitas vezes, pessoas leigas vão a uma loja de Umbanda e acabam comprando uma Guia de proteção, escolhem uma cor que lhe agradá sem nem sequer saber à que Entidade ou Orixá aquela Guia pertence, já coloca no pescoço e sai achando que está protegido.
Esquece-se que aquela Guia já passou de mão em mão, e pode estar carregada de energias negativas, podendo até afetar o seu Ori.
Todas as Guias sem exceção nenhuma têm que ser levada a um terreiro para ser consagrada e cruzada pela Entidade chefe daquele terreiro.
Geralmente quem vai a uma loja de Umbanda acaba sempre comprando uma guia:
Preta/Vermelha ou Branca ou Sete linhas.
Porém não são muito confiáveis (já encontrei muitas erradas em que o Médium teve que desfazer e refazer.)
Principais erros:
Guia sem firma;
Guia faltando miçangas;
Guias muito pequenas; Etc.
Tome muito cuidado quando for comprar uma guia na loja de umbanda, aconselhamos você a fazer se caso não souber, procurar alguém que saiba.





BRAJÁ DE PORCELANA BRAJÁ COM ELEMENTOS BRAJÁ DE CRISTAL
3 - Brajás ou Guia Imperial
Os brajás são guias compostas de 3, 5, 7 e 9 fios. Cada brajá consiste em um grau de evolução, variando de terreiro para terreiro. Eles podem ser feitos de búzios, pedras, miçangas, cristais, etc. Podendo conter juntamente outros elementos em sua extensão como penas, tridentes, caveirinhas, etc. de acordo com o que foi determinado para o médium.
Os brajás não necessariamente são usados somente pelo Pai ou Mãe da casa, o filho da casa dependendo do grau de evolução pode ser determinado um brajá.
Nem todas as casas utilizam brajá, vai do fundamento de casa para casa.
Adicionar legenda
TIPOS DE GUIAS DE AÇO
4- Guias de Aço
A função da guia de aço é de captar e repelir os maus fluídos produzidas por nosso mental. Possuem o que chamamos de ferramentas dos Orixás pendurado por toda sua extensão. Feitas na maioria toda em ferro e em alguns casos se usa o fio de Nylon (linha de pesca) para montá-la. São guias condutoras e expansoras de energia.
A guia de aço geralmente quando é confeccionado são utilizados os elementos de determinados Orixás, como por exemplo, machado (Xangô), espada (Ogum), cruz (Obaluaê/Omalu), arco e flecha (Oxossi), raio (Iansã), coração (Cosme e Damião) e tridente (Exú).
TEXTO ESCRITO POR
MYCHELLE URENHA BORBA E RONALDO PEREIRA
TEMPLO DE UMBANDA ZÉ PELINTRA

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

sábado, 10 de junho de 2017

terça-feira, 6 de junho de 2017